Quem tem medo da Amazon? A Apple Brasil, ao que parece

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Depois do sucesso do Kindle, estamos vendo Google e Apple mexer muitos pauzinhos. Principalmente a Apple Brasil

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Nossa homenagem ao Meme Jobs vs Gates. A gente tem bronca da Apple Brasil, mas admira pra caramba o Bill Gates e o Steve Jobs

Kindle Fire, o e-Reader da Amazon disfarçado de tablet, já vende mais que o iPad 2 na BestBuy. E a Apple Brasil, cadê?

Algumas notícias recentes das interwebs a respeito dos movimentos de Amazon, Google, e principalmente, da Apple Brasil:

  • Amazon e Google realizaram uma nova rodada de negócios com as editoras Brasileiras. Segundo Lauro Jardim, do RadarOnline da VEJA, as negociações com o Google avançaram bastante, mas com a Amazon, ainda não;
  • Já se fala em iPad 3 e iPhone 5 para fevereiro de 2012, como já e tradicional da Apple, mas parece que a nova política de manter as versões anteriores, com preço menor, vai emplacar de vez. Teremos iPad 2 por $399 ano que vem? Só aguardando pra ver;
  • A Apple TV e a iTunes Store finalmente chegaram oficialmente ao Brasil. “Apenas” 8 anos depois de lançada nos EUA;
  • Aqui entre nós: a Apple está exigindo um novo contrato de todas as suas revendas (inclusive nós). A partir de Janeiro de 2012, somente quem assinar este contrato poderá revender Apple no Brasil (antes, bastava apenas comprar direto de um distribuidor da Apple, sem necessidade de contrato);
  • Aqui entre nós 2: a ilustração acima é brincadeira, mas a queda de preços é real, e chegou até nós exatamente ontem. Quem quiser, pode conferir os preços oficiais de lista da Apple contra a nossa newsletter de hoje;

Por que tudo isso só agora?

Podemos estar redondamente enganados, mas o fato é que o Kindle Fire está vendendo mais que água. E olha que ele não é carente de críticas ou problemas, como demonstra esse artigo do NY Times. Mas parece que a velha regra do “É o preço, estúpido! supera todas as deficiências que o produto possa ter.

E mais importante que isso: o Kindle Fire não é um tablet per si. Ele é a porta de entrada para um mundo de conteúdo vendido exclusivamente pela Amazon. A coisa é tão Orwelliana, que o Kindle já chega na sua casa com a sua conta da Amazon pré-cadastrada e ativa! É entrar nele e clicar em Buy, Buy, Buy… e é exatamente isso que a Amazon quer, e por isso, ainda está tentando fazer ouvidos de mercador à crítica de que é fácil demais comprar pelo Kindle – tão fácil que os pais não podem sequer deixar o tablet na mão dos filhos, ou acabam com uma fatura de cartão de crédito típica de Brasileiro visitando Orlando pela primeira vez.

Seriam todos estes movimentos recentes (e até inusitados) da Apple uma reação à primeira ameaça de fato ao seu império de tablets, e mais importante, conteúdo?

Apple Brasil, uma história que não combina com os avanços da empresa

Este exemplo de conteúdo da Apple Brasil levando 8 anos para ser liberado é apenas uma pequena amostra da dura vida de quem trabalha ou depende da marca em nossas terras, que já discutimos antes neste post, em que revelávamos que sequer anúncio da marca podíamos fazer (!). Tudo demora, tudo é excessivamente burocrático, e a impressão às vezes é que a Apple no Brasil sequer existe. Os produtos são fantásticos, e têm toda a nossa admiração. Mas a presença da empresa no Brasil ainda precisa melhorar, e muito, mas muito mesmo…

Que venha a Amazon no Brasil. Ela não vai começar como loja online de comércio eletrônico, mas justamente oferecendo conteúdo digital. E pode apostar que o Kindle Fire é parte desta estratégia. Aí quem sabe veremos uma Apple Brasil com tudo que sempre tivemos direito?

  • Jose Modena

    Nada como uma boa concorrência. O avanço da Amazon no Brasil pode fazer a Apple se mexer no país. O Brasil vem ganhando espaço no mercado internacional e ninguém pode se dar ao luxo de perdê-lo.

    • Paulo Santana

      Justiça seja feita, a Apple se mexeu sim, com a fábrica no Brasil, mas na minha opinião, é a atitude em si que ainda precisa melhorar. Para não deixar barato, a Sony é outra que durante muito tempo ignorou o mercado Brasileiro também, com a questão do PS3 e da PlayStation Network. E como eu sempre digo, tem que dar crédito pra Microsoft. Esta sim, nunca deixou de oferecer no Brasil praticamente nada do que oferece no resto do mundo (uma exceção sentida é o Windows Family Pack).