Amazon lança Tablet Kindle Fire por $199. Adeus, Playbook!

4 Comentários

Porque o Kindle Fire tem força para dividir o mercado de tablets com o iPad

Kindle Fire: O Playbook Killer

Kindle Fire: O "Playbook Killer"

O Kindle Fire, tablet da Amazon, foi anunciado hoje, por apenas $199. Lembram quando postamos sobre o HP TouchPad e dissemos que ele mostrava o caminho para os concorrentes da Apple? Dito e feito.

(E por falar nisso, sabiam que o TouchPad vendeu tanto, que foi disponibilizado um novo lote à venda?)

O tablet da Amazon tem apenas 7″, e foram feitos cortes de hardware (nada de microfones ou câmeras), porque a Amazon entendeu o que as pessoas realmente querem em um tablet: Ler. Como o próprio Jeff Bezos, CEO da Amazon, falou na coletiva de imprensa de hoje, “o Kindle original foi um imenso fracasso de vendas quando lançado. Tivemos que criar todo um ecossistema em volta dele que o tornasse atrativo”. O Kindle Fire é, como a Amazon diz, um Kindle para ler, ouvir música e assistir filmes.

É também um pé na garganta da Apple, Microsoft, Samsung, e um tiro fatal para a RIM, Motorola ou qualquer outro pretenso fabricante de tablet Xing-Ling.

O mercado de tablets talvez se divida em 2 tipos de consumidores: O que vai pagar ao menos $499 por um iPad, ou o que deseja apenas uma opção mais em conta para poder navegar na internet, ler seus livros, ouvir músicas, etc… Esta segunda fatia estava muito carente de um produto BBB (Bom, bonito e barato). Normalmente, as opções eram BB+C (Bom e Bonito, mas Caro — Caso do Galaxy Tab, Playbook e XOOM, que custavam quase o mesmo que o iPad, sem metade de seu “sex-appeal”, interface, etc) ou RF+B (Ruim, Feio, mas Barato — Caso de todos os Tablets Xing-Ling do mercado, que não inspiravam a menor confiança). O Kindle é um tablet de uma empresa conceituada, roda Android (e portanto, é mainstream) e tem um preço excelente. Por $199, não se compra nem um Smartphone de última geração. Update: Aliás, por $199 não se compra nem o iPod Touch de 8GB (Custa $229)!!!

Isto sem contar com a estrutura da Amazon por trás dele e a base de Kindles “Legacy” instalados. Quem já usa o Kindle Reader e quer migrar, não pensa nem duas vezes, afinal de contas, o segredo do Kindle é o conteúdo a que ele se propôs a facilitar o acesso: Os livros da Amazon.com. Até mesmo quem lê eBook no iPad e vive tendo que fazer mil e uma peripécias para colocá-los lá (minha mulher é uma que reclama muito disso) pode pensar 2x agora, com o Kindle Fire. Não vamos esquecer: Só tablet da Apple não tem porta USB!

Sem qualquer exagero, eu diria que o Playbook da RIM e o Xoom da Motorola estão oficialmente mortos a partir de agora (Na verdade, a RIM em si eu não vejo indo muito longe. Vai ser comprada ou incorporada em breve, e o BlackBerry vai virar um mico preto ou um elefante branco, escolha).  Vejo a Samsung como a única empresa que ainda pode tentar salvar seu dispositivo, se conseguir cortar preços.

E a Microsoft? Está numa posição apenas um pouco melhor do que as outras, mas só porque ainda não lançou seu tablet! No lugar da pequena mole, se não for para lançar um tablet na faixa de $199, é melhor nem lançar nada, e infelizmente, ficar de fora do mercado.

Sendo assim, creio que só o Google pode vir por aí com o rei dos Smartphones e Tablets baseados em Android. Mas isso traz em si uma série de outros problemas para o mercado, que já pincelamos antes, e é assunto para posts futuros…

Se você quiser saber mais dos aspectos técnicos do Kindle Fire, recomendo o post do Gizmodo.  Ele já está em pré-venda no site da Amazon, e será entregue a partir de 15/11/2011. Por enquanto, fiquem com o comercial do novo Kindle Fire: