O que aprendi em negócios com os Vingadores?

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O que aprendi em negócios com os Vingadores?

Poder não é nada sem critério

 O que os Vingadores me ensinaram sobre negócios e empreendedorismo?

  • Liderança não pode ser disputada – A Marvel sempre teve a característica distinta de criar personagens muito humanos, apesar de seus superpoderes ou habilidades. Os Vingadores, como consequência disso, sempre foram uma equipe caótica. Muito cacique pra pouco índio não funciona. Em uma equipe ou organização de pessoas multitalentosas, alguém precisa ser o líder inconteste, ou o trabalho não anda, a equipe não desenvolve sinergia (Essa foi  em homenagem a Mariana Matos, que sempre acha que quando usam essa palavra em um texto, é enrolação. Concordo, por isso mesmo, tentei dar sentido a ela). Nos quadrinhos, o grupo só se acertou mesmo quando aceitou a liderança de Steve Rogers, o Capitão América, que por ser um soldado, era o melhor para comandar o que, na prática, é um pequeno exército. O filme parece que vai pelo mesmo andor.
  • Segundas chances são para poucos – Clint Barton, o Gavião Arqueiro, começou a vida fazendo besteira, aplicando pequenos golpes, sendo um fanfarrão, um verdadeiro  02. Novamente, foi Rogers quem deu uma segunda chance a ele, que mesmo assim, ralou muito em carreira solo antes de poder entrar para os Vingadores. A vida real não é tão heroica assim. A MicroSafe já recebeu muita gente de volta, que trabalhou aqui uma época, saiu, e voltou – são pessoas inteligentes que souberam criar uma carreira em todos os lugares por que passaram – e por isso foram mais do que recebidas de braços abertos. O velho ditado de “Jamais feche uma porta atrás de você”.
  • Não dá pra salvar o mundo sem fluxo de caixa – ainda como regra distintiva da Marvel, tudo tem que ter explicação (mesmo que seja a mais fantasiosa possível). Nos quadrinhos, quem financia os Vingadores é a fortuna de Stark, algo que deu incrivelmente errado quando as Indústrias Stark foram a falência. Note que não era comum, até então, em gibis, fatorar questionamentos como “de onde vem o dinheiro pra bancar os equipamentos dessa turma toda?”, e a Marvel inovou nisso, com consequências – até então, Bruce Wayne usava a fortuna dele apenas para os equipamentos do Batman (que acabaria com os Vingadores inteiros com uma mão amarrada nas costas, tendo acabado de acordar, diga-se de passagem)

Novos tempos, novas estratégias

Falando especificamente dos filmes da Marvel, eles ensinam uma lição de como tornar projetos mais comerciais, embora os puristas possam não ter gostado. Exstem algumas diferenças fundamentais entre os quadrinhos e os filmes que, em minha opinião, foram feitas para torna-los mais “vendáveis”. Dentre muitas, cito as 3 mais importantes:

  1. A Hasbro já ensinava: combata inimigos genéricos – Nos quadrinhos, o Capitão América mata e combate nazistas, ou descendentes/adoradores do Terceiro Reich, mesmo nos dias de hoje. No cinema, preservaram rapidamente a origem do personagem, mas associaram o Caveira Vermelha – Braço direito de Hitler, nas HQ´s, agora um renegado do nazismo — à criação da Hidra, uma organização terrorista “genérica” (Nos gibis, a Hidra existe sim, mas nunca teve nada a ver com o Caveira, que sempre agiu solo, ou com seguidores). O filme, afinal de contas, tem que passar na Alemanha, certo?
  2. O dinheiro é laico – Nos quadrinhos e na mitologia nórdica, os Asgardianos SÃO deuses, de uma crença politeísta, ainda por cima. Thor é o Deus do Trovão, filho de Odin, que seria o equivalente de Zeus e qualquer outra suprema divindade. No filme, a questão religiosa/mágica foi totalmente deixada de lado. Agora, Asgard é parte de uma dimensão de seres super-poderosos… que ficaram totalmente sem explicação alguma para seus poderes, entretanto. Novamente, em minha opinião, isso foi feito para evitar ferir susceptibilidades nos diversos mercados onde o filme do Thor (e por consequência, dos Vingadores) pudesse ser exibido.
  3. Nada de paternalismos: Finalmente, Nick Fury, nos quadrinhos clássicos da Marvel, é branco! Mas essa tem explicação: primeiro, que em termos de cinema, pouco me importa se um personagem é interpretado por um branco, amarelo, negro, alto, baixo ou verde (Certo, Dr. Banner?). E segundo porque a Marvel realmente fez um reboot de muitos de seus personagens nos quadrinhos, em um segundo universo, que batizou de “Ultimate Marvel”. Neste universo, os personagens são muito mais jovens e só passaram a existir a partir do século 21. Foi uma jogada da Marvel para rejuvenescer e repaginar seus personagens para uma nova geração de leitores – que deu muito certo, aliás. E neste universo, Nick Fury realmente não só é negro, como de fato, tem a cara do Samuel L. Jackson! A Marvel tem misturado elementos do universo clássico com o Ultimate nos filmes, livremente, e com bons resultados. Um dos melhores foi parar de criar personagens desta ou daquela cor, apenas para agradar. O Nick Fury do Universo Ultimate é um dos melhores personagens da Marvel nos últmos anos: ponto.

Avengers, Assemble! Avante, Vingadores! E Bom filme, Super-Leitor do Blog da MicroSafe!